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SENAR TRANSPARÊNCIA

Reflexão, por Armando Soares

Reflexão

“O homem erudito é um descobridor de fatos que já existem - mas o homem sábio é um criador de valores que não existem e que ele faz existir.”

(Albert Einstein)

                Dias trevosos e difíceis nos leva a refletir e perguntar quando viveremos num mundo melhor, entre mentes sadias. Estamos assistindo, graças à televisão e a internet, um teatro político pútrido fascinante onde se mente descarada, cinicamente e onde a ética e a moral virou pó. Torna-se oportuno registrar o vídeo de uma entrevista de Ulisses Guimarães, o grande líder do PMDB em programa do Jô Soares para comparar o episódio político do impeachment do Collor com o momento político brasileiro atual. Impeachment é um ato pelo qual se destitui, mediante deliberação do legislativo, o ocupante de cargo governamental que pratica crime de responsabilidade. O que interessa mostrar a sociedade paraense são as razões apresentadas por Ulisses Guimarães conflitantes com as das atuais lideranças do PMDB parceiros da Dilma e do PT na governança do Brasil. Ulisses Guimarães começa dizendo a Jó Soares que Getúlio renunciou duas vezes por motivos que não eram esses que estão aí (se referindo ao momento Collor), de corrupção, de formação de quadrilhas. Ele renunciou para evitar uma guerra civil e de outra vez para tirar a vida. O mesmo aconteceu com Jânio Quadros que foi uma recusa polêmica. Eu quero dizer, sim, que o Brasil acordou, e está bem acordado olhando bem esse cenário de vergonha e de indignidade que está em todo o Brasil... Quem escreveu essa sentença (impeachment de Collor) foi o povo. Ele (Collor) foi eleito, mas a dimensão de uma eleição é menor do que o plebiscito; a praça pública é maior do que a urna. Na praça pública as frases estão cheias na rua, na praça pública temos a infância, temos o velho com o seu bastão, os estrangeiros, portanto, se ele foi eleito, ele foi agora repudiado pela praça pública, ele foi repudiado da presidência da República. Ele morreu no respeito da nação, e não acredita que morreu, é um fantasma que aumenta a inflação, aumenta o desemprego, provoca a queda das bolsas, portanto, temos que exorcizar esse fantasma, e vamos exorcizá-lo de acordo com a nação... Nós vamos resistir, não é o voto da vergonha (dos deputados), tem que chamar (como exemplo) o deputado Ulisses Guimarães do PMDB, porque o Painel da Câmara pode confundir... O cidadão agora acordou, o cidadão está nas ruas, o cidadão agora está se manifestando em nome da cidadania. A cidadania é mais que o cidadão, o cidadão pode errar, como 35 milhões erraram quando entenderam que estavam exercitando a cidadania e trouxeram esta desgraça que está aí, como está sujeita qualquer democracia, mas a descoberta do cidadão que agora está vigilante, está atuando, acompanhando, eu considero que é o mais importante. Agora nós estamos sendo vigiados, somos juízes e se não for aquilo que a nação quer, seremos réus, cúmplices disso que está aí. No sistema presidencial, o chamado primeiro escalão, ministros, presidentes de bancos, Banco do Brasil, Caixa Econômica, eles, salvo as exceções, em geral são serviçais, são cúmplices. Se o presidente quer roubar, é corrupto, criam-se as quadrilhas; se o presidente quer perseguir um deputado independente eles fazem, são serviçais, são cúmplices, se quer beneficiar eles fazem. Por isso tem que se educar o cidadão para ter uma democracia aperfeiçoada.

                O cenário político atual sob a presidência da Dilma e do PT, institucional, econômico, social, de segurança e de outros setores é muitas vezes pior do que da época de Collor, por que as lideranças do PMDB tem outra postura diante de uma presidente que pratica o mesmo crime ou pior de responsabilidade? Por que o impeachment de Collor não foi um golpe e da Dilma seria um golpe? O que se conclui diante do exposto é que os políticos interpretam os problemas políticos conforme suas conveniências, seus interesses menores sem pensar no Brasil e no povo brasileiro, este ameaçado de ter que pagar por várias gerações o crime de responsabilidade de governantes inidôneos, incompetentes e mentirosos.

                Outro assunto, este a nível internacional vem causando grande preocupação, pois de uma forma ou outro vai respingar nos paraenses, nos amazônidas, aliás, como já vem acontecendo através da política ambiental que não se trata de outra coisa senão ações do governo mundial que se sobrepõe ao governo estadual, um mero serviçal dessa força mundial. A questão a que me refiro é a da chegada de imigrantes africanos e de outras regiões na Europa, um produto das invasões coloniais realizada durante séculos pelos europeus. A colonização realizada pelos europeus na África, Ásia e América Latina, onde se inclui o Brasil trouxe para as ex-colônias a mais estagnação, subdesenvolvimento, fome e o desespero, cenários permanentes. Estão registrados na memória histórica os massacres no Kênia, os despojos na Rodésia, o roubo realizado em Dakar e na Costa do Marfin, os campos de concentração na Namíbia, a imagem dos crânios conservados no Museu de Berlim, as atrocidades realizadas no Congo, as escavações depredadoras em busca de ouro em Angola, das caçadas de escravos em Moçambique, o sangue de crianças inocentes derramados sobre diamantes em Serra Leoa, os saques realizados na América Latina. Esse cenário mundial que mostra as consequências do saque e discriminação disseminada por todo o mundo são os mesmos que amazônidas vivenciam secularmente, cenários de povos sacrificados pela ganância e ideologias criminosas. O que preocupa além do desconforto dos imigrantes e dos países invadidos, a preocupação maior é que os países e famílias ricas envolvidas secularmente no projeto de dominação mundial se aproveitem da ocasião para consolidar a implantação do governo mundial já em curso através do uso do meio ambiente como justificativa de que a degradação ambiental é um fenômeno global que não pode ser resolvido ou enfrentado por Estados soberanos. Com a questão dos refugiados, a tese globalista tem mais um motivo para sedimentar suas razões, pois a alocação de refugiados em territórios só poderia ser feito por um governo mundial que não teria barreiras de soberania. Outra questão preocupante é com que recursos os países desenvolvidos irão contar para custear o assentamento de refugiados ou mesmo mantê-los em seus territórios? Certo é que eles não irão tirar de seus territórios e do seu povo os recursos necessários para esse fim. Eles irão se aproveitar das riquezas de territórios com a África e a Amazônia para essa finalidade. Ações como a propagandeada pela mentirosa e nociva ONG Avaaz na internet que considera a melhor “ideia do mundo utilizar a Amazônia, chamada de pulmão do mundo, que fornece 20% do oxigênio do planeta”. Mentira que objetiva criar a maior e primeira reserva ecológica transnacional do mundo, espaço que por conter riquezas incomensuráveis serviria para manter os povos pobres e subdesenvolvidos ou exterminá-los gradualmente. Segundo a ONG Avaaz “Dilma Rousseff está no ralo e ela precisa de algo para agradar o povo (vendendo a Amazônia?)”. Essa “reserva” tem o dobro do tamanho da França é um dos projetos destacados do governo mundial.

                Vejam o risco que o Brasil, mais especificamente a Amazônia corre nesse momento. O governo brasileiro afundando, a Europa sendo invadida por refugiados na busca de melhores condições de vida. Nesse cenário a Amazônia é um petisco para resolver a questão de acomodação dos refugiados e para consolidar a implantação do governo mundial. Esse é o preço que brasileiros, mais diretamente os amazônidas podem pagar por admitir uma área rica, metade do Brasil sem desenvolvimento e ocupada por exércitos de ONGs de ocupação. Somos imprevidentes ou burros?

Armando Soares – economista

e-mail: teixeira.soares@uol.com.br    

                 

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